| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Thamnophilida |
| Família: | Thamnophilidae |
| Swainson, 1824 | |
| Subfamília: | Thamnophilinae |
| Swainson, 1824 | |
| Espécie: | H. subflava |
O cantador-galego (Hypocnemis subflava) é uma ave passeriforme da família Thamnophilidae.
É encontrado na região amazônica. Era considerada uma espécie políptica de ampla distribuição, mas foi recentemente separada em seis diferentes táxons a partir de diferenças vocais, genéticas e morfológicas entre as populações (Isler et al. 2007).
Seu nome científico significa: do (grego) hupo = abaixo, parte de baixo; e de knëmis = armadura que protege a canela, caneleira; e do (latim) sub = quase, abaixo do normal; e de flavus = amarelo; subflava = amarelado, quase amarelo. ⇒ (Ave) amarelada com caneleira.
Descrição física…
No Parque Nacional de Manu, no Peru, durante duas estações reprodutivas, que se dá de Agosto a Dezembro, David & Londoño (2013) encontraram sete ninhos em florestas densas próximas a riachos e com abundância de arbustos. Os ninhos foram construídos com folha seca de bambu (Guadua sp.; 80%), musgos verdes (10%), folhas em decomposição de plameiras e outras árvores (5%) e tecidos com pequenas raízes e rizomorfos (5%). Todos os ninhos continham dois ovos brancos pintados de marrons ou ninhegos e; o intervalo de tempo de eclosão de um ninhego para outro foi de dois dias (n = 3). O cuidado parental foi exercido por ambos os sexos.
Hypocnemis subflava está presente constantimente em manchas de bambu do genero Gradua spp. no estado do Acre, no Brasil. Suas áreas de vida se sobrepõem às manchas de bambu e em 16 hectares é possível encontar até seis casais da espécie (Pedroza e Guilherme 2019). As áreas de vida dessa espécie não se sobrepõem e são pequenas (média 0,65 hectares). Pontanto, mesmo numa área pequena é possui encontrar vários casais. Comumente forrageia as folhas de bambu à procura de presas observando as partes de baixo e de cima das folhas (Pedroza e Guilherme 2019).
Ocorre desde o Peru e Bolívia central até o Brasil ocidental, neste último no estado do Acre.